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Long time, no see
Preciso postar mais aqui. Farei o possível.
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É difícil caminhar sobre o afiado fio de uma navalha; do mesmo modo, diz o sábio, é difícil o caminho da Salvação.
Katha - Upanishad -
Ouçam. Recomendo... todas.
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I will walk the path of righteousness, be it paved in broken glass
Dawn of War: Warhammer 40000 -
Tempos “modernos”
Eu estava refletindo, após ler um livro que se passa nas décadas de 1920 e 1930, e cheguei à conclusão que atualmente falta elegância às pessoas. Não estou falando de roupas, não estou falando de “frescuras” cheias de pompa, e pessoas afetadas. Me refiro à elegância no sentido da não-vulgaridade, do respeito e do respeito próprio.
Hoje em dia tudo é vulgarizado. Conforme a sociedade evoluiu no sentido das liberdades invididuais, começou-se também a noção de que somos livres para fazer tudo o que era (ou ainda é) proibido ou rechaçado. Esta mudança tem um paradoxo inerente, a meu ver: a liberdade de ser você mesmo e respeitar a liberdade do outro fazer o mesmo. É nisso que entra o meu ponto de vista sobre a “elegância”. Para mim, uma pessoa que respeita o próximo nas suas diferenças é uma pessoa elegante.
Não é a questão de “não existem diferenças, todos somos iguais”. Somos todos iguais na medida em que somos todos humanos, mas o ser humano tem a sua individualidade. Há de se reconhecer a existência das diferenças e saber lidar com elas, e não fingir que não existem. Para mim, isso também é elegância.
Acredito que hoje somos mais livres do que jamais fomos, dado o fato que vivemos em sociedade (e, sendo assim, considerando todas as restrições decorrentes disso). Acredito também que as pessoas, principalmente os jovens, não sabem lidar com a sua liberdade e “invadem” a liberdade dos outros. Ao mesmo tempo, modelam que podem invadir a liberdade dos outros porque a sua também é invadida pelos seus iguais, pois não batem o pé e dizem “Não aceito este tipo de atitude comigo”.
Sei lá, em suma, acho que ter o tato para perceber as diferenças dos outros é essencial para podermos respeitá-las. Até mesmo, pensando logicamente, como você pode respeitar e aceitar algo que você não conhece, não consegue entender, definir? É como tocar um fantasma.